Uma festa do barulho

Neste mês, a coluna Aventura da Física explica como o som viaja até nossas orelhas.
Por: Beto Pimentel, Colégio de Aplicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Publicado em 20/05/2011 | Atualizado em 24/05/2011
Foto: Flickr
Estão se aproximando as festas juninas. Você capricha no visual caipira e parte pro arraiá. A festa é animada e termina com um grande espetáculo de fogos de artifício que estouram lá ao longe, pintando o céu com cores, formas, movimentos e aromas diferentes. Lá vai mais um subindo, rápido, até muito alto, depois finalmente explode e... e... e... um tempo depois, ouvimos o estrondo da explosão, como um tiro de canhão. Mas, opa, espere aí um minuto!
Por que não ouvimos o barulho da explosão no mesmo momento em que vemos a explosão acontecendo? Afinal, quando batemos palmas, ou quando alguém fala com a gente, parece que ouvimos as palmas ou a voz da pessoa ao mesmo tempo em que as mãos batem uma na outra ou os lábios da pessoa se mexem. O que tem de diferente no som dos fogos de artifício?
Bem, não há nada de diferente no som propriamente dito. A diferença está na distância a que os fogos estouram. Em geral, os fogos explodem bem longe da gente. Então, o som que eles produzem tem um longo caminho a percorrer antes de chegar aos nossos ouvidos...
Quando os fogos de artifício explodem, eles empurram o ar em volta com muita força. Este ar, por sua vez, empurra o ar que está ao redor, e assim por diante, até que o ar que está em contato com nossos ouvidos é empurrado e passa adiante o empurrão para os nossos ouvidos. Todo esse empurra-empurra leva um tempo para acontecer, por isso podemos demorar para escutar um barulho que já foi emitido há algum tempo.
Quanto maior a distância a que estamos do barulho original, mais tempo ele leva para chegar aos nossos ouvidos, porque mais ar tem que ser empurrado e repassar o empurrão.
Entre raios e trovões
Uma outra situação em que isso fica bem claro são as tempestades. Você já deve ter notado que existe um atraso entre ver e escutar os raios. Isso é tão marcante que há duas palavras diferentes, cada uma correspondendo a uma sensação: chamamos o que vemos de relâmpago, e o que ouvimos de trovão.
Como o som no ar percorre aproximadamente 340 metros a cada segundo, uma regra prática para determinar a que distância de você caiu um raio é começar a contar os segundos (fale normalmente "mil e um", "mil e dois", "mil e três" e assim por diante e você estará contando os segundos com boa aproximação) assim que você vir o relâmpago, e interromper a contagem quando você ouvir o trovão.
Depois, basta multiplicar o número de segundos por 340. Assim, se levar dois segundos para ouvir o trovão, isso quer dizer que o raio caiu a cerca de 680 (2 x 340) metros de você. Se levar três segundos, a 1.020 (3 x 340) metros, isto é, cerca de um quilômetro, e assim por diante. Fazendo isso para vários trovões, podemos até tentar descobrir se uma tempestade está se aproximando ou se afastando da gente.
A mesma regra vale também para fogos de artifício ou tiros de canhão ou qualquer outra situação em que a gente possa medir o atraso entre o sinal visual que recebemos e o som que escutamos.
Já em outras situações, como alguém que bate palmas bem na nossa frente, é impossível perceber o atraso entre o que vemos e o que ouvimos. Isso acontece porque, como vimos, o som se propaga com grande velocidade – mais ou menos a velocidade de um carro de fórmula 1 correndo numa reta longa. Então, quando estamos muito próximos da fonte que emite o barulho, o som vem muito rápido e não leva tempo quase nenhum, porque a distância que ele percorre até nossos ouvidos é muito pequena!
Agora que você já leu tudo isso, que tal um desafio? Pense e tente explicar: por que ouvimos um eco quando gritamos de longe na direção de um paredão montanhoso, mas não quando gritamos dentro dos nossos quartos?

FONTE: REVISTA CIÊNCIA HOJE

AGENDA

20/05/2011- SEXTA-FEIRA - INAUGURAÇÃO DA RÁDIO-PÁTIO
20/05//2011 ÀS 19: 30h -  SEXTA-FEIRA - REUNIÃO DE PAIS

Gima na praça

A EEEFM. Jardim das Pedras mais uma vez se fez presente no 6º Gima na Praça. Apresentando os projetos desenvolvidos na escola: Projeto UCA e Projeto Tenda das Letras.


Foram três dias de intenso movimento no interior barraca, principalmente de crianças, atraídas pela possibilidade de usar os computadores oferecidos pelo Projeto UCA (Um Computador por Aluno). A Tenda das Letras (projeto de leitura ) também tinha seu público garantido: crianças, que sem a menor cerimônia sentavam confortavelmente no tapete para ler os livros literários expostos pelo Projeto. Durante o evento a equipe da escola buscava sempre a melhor maneira, de atender ao público.

Parabéns a todos pela colaboração. Agradecimento especial as estagiárias do curso matemática-FIAR e aos alunos pela contribuição e orientação ao público.



Marlene Nakayama

Diretora da escola Jardim das Pedras

ESCOLA JARDIM DAS PEDRAS NO 6º GIMA NA PRAÇA













TV escola

  

Documentário conta a história da matemática desde as origens


De onde vem o zero? E o número pi? Qual a influência de egípcios, babilônios, romanos e gregos para o desenvolvimento da matemática? Como o homem começou a contar? Traçar a história dos números até sua origem é o foco do documentário Números, a linguagem universal, que estréia nesta segunda-feira, 18, às 22 horas, na TV Escola.

O filme, feito com imagens animadas, procura apresentar a evolução da matemática no tempo, desde a pré-história até os dias de hoje, e mostrar a influência de diversas civilizações em seu desenvolvimento.

Recomendado, especialmente, para professores e alunos do ensino médio, o filme aborda temas como os conjuntos de números naturais, reais, inteiros e racionais, bem como o sistema numérico decimal, utilizado hoje. Também aborda a formação dos símbolos matemáticos, a conceituação dos números e o cálculo, instrumentos usados por sumérios, árabes e egípcios para a contagem.

A TV Escola pode ser assistida no canal 112 da Sky, 694 da Telefônica TV Digital, 123 da Via Embratel, por antena parabólica analógica, na horizontal, frequência 3770 e digital banda C vertical, frequência 3965, e também pela página eletrônica da emissora.

Diego Rocha (Portal do MEC)